
Queria que chovesse.
O tempo seco me tras problemas respirátórios, problemas respiratórios me fazem lembrar de uma cidade distante, essa cidade distante me tras lembranças boas, e lembranças boas só me lembram do quanto não estamos bem agora. Ou estamos?
Quando foi que eu perdi o termômetro interno que me dizia quando as coisas iam bem e quando não iam? Acho que nem sei mais. Eu queria saber, juro que queria. Queria mudar tudo, ler seus pensamentos pra saber como arrumar essa bagunça.
Bagunça. Bagunça? Mas tudo parecia tão certo. Aquele certo com uma pitada de “tá faltando algo que a gente tinha, e em algum momento, deixamos cair pelo caminho”.
A pergunta que me vem é, será que conseguiremos viver sem a tal coisa que caiu? Dá pra voltar e pegar ou ela quebrou e nunca mais vai dar pra repor?
Não, não vai dar, nada vai voltar a ser como era antes. Não é isso que a música diz? “Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia”?
O que queria te dizer com toda essa baboseira é que eu consigo viver sem a peça que falta, são tantas outras que mal dá pra sentir, mas não depende só de mim.
Também queria que você se sentisse assim. Sentir que a gente se encaixa, mesmo sem o entusiasmo e euforia do começo. Que a peça “eu” se encaixa perfeitamente na peça “você”, e que vou fazer de tudo pra elas jamais se quebrarem, porque continuo te amando, muito mais do que um ano atrás.
(via aturdir)
(via reacreditar)
(via decifro)
(via decifro)